#12 consumoque - Marc Engler /

19 de setembro à 9 de outubro de 2015

Primeira mostra individual do artista Marc Engler, Consumoque reúne composições abstratas feitas a partir da fotografia, imagens impressas e organizadas em diferentes arranjos geométricos que fazem referência às nossas maneiras de produzir, consumir e, por fim, descartar os objetos das nossas necessidades e desejos. Consumoque tem curadoria de Gleber Pieniz.

A trajetória profissional como executivo e fotógrafo de moda e publicidade permite a Marc uma leitura crítica sobre as relações de poder e de controle que se materializam em produtos de mercado, ainda que o tom de alerta permaneça subjacente às imagens que cria. Nos trabalhos apresentados em Consumoque, o artista usa o lixo como metáfora para a ruína da cultura e da identidade baseadas no consumo.  A exposição é organizada em diferentes grupos de imagens, conjuntos que reverberam a multiplicidade dos quadrados que servem de base para as criações do artista e que sugerem ao público novas combinações entre si. Essas figuras são a sua marca pessoal, a célula básica de sua visualidade e podem ser agrupadas tanto em arranjos simétricos quanto irregulares, onde a repetição e a semelhança dos elementos sugerem a industrialização dos sonhos e o domínio pelas relações de mercado.

Consumoque será aberta às 14 horas, na galeria El Clandestino (r. Ministro Calógeras, 287) e poderá ser visitada gratuitamente de segundas a sextas-feiras das 14 às 18 horas.Depois de encerrar o período de visitação da mostra, Marc voltará à El Clandestino entre os dias 20 e 30 de outubro para participar das atividades da Semana Lixo Zero. Neste projeto, o artista apresentará uma instalação que estará presente na sua próxima exposição individual, Selva Ltda., marcada para novembro no Museu de Arte de Joinville (MAJ).

TODO O CONSUMO QUE NOS CONFUNDE /

Na esteira da pop art, cada ícone, silhueta, vazado ou contorno que compõe a fotografia de Marc Engler mantém uma ambígua similaridade com a imagem da mercadoria. Essas formas estão associadas tanto às nossas necessidades mais vitais quanto aos nossos caprichos mais particulares embora, curiosamente, sejam as primeiras impressões a se desgastar frente às numerosas peças que este artista produz. Nesta exposição, em especial, Engler propõe uma reflexão sobre as cascas que embalam e, depois, abandonam os desejos saciados. Sua crítica ao ciclo de exploração e consumo que configura a paisagem natural e desenha nossas fronteiras culturais é sutil, ainda que a força de seus argumentos possa ser ora enfatizada, ora amenizada pelas incontáveis maneiras possíveis de agrupar as diferentes séries de fotografias – função que o artista divide com seu público tanto na pluralidade dos espaços expositivos quanto nos estritos limites das propriedades privadas. 

Gleber Pieniz - jornalista, crítico de arte, curador

o artista /

Marc Engler nasceu na cidade de Rio Negrinho, Santa Catarina. Aos 18 anos deixou sua cidade em busca de suas realizações. Ingressou em uma bem sucedida carreira no varejo de moda e passou a viver em São Paulo capital. Em 2012 com a pressão do consumo imposto pela sociedade e o desejo de expressar sua arte, que sempre esteve latente desde criança, formou-se em fotografia pela Universidade Anhembi Morumbi de São Paulo – SP e deixou a vida corporativa da metrópole em troca de resgatar sua origem, voltando a morar em sua cidade natal para se dedicar ao trabalho artístico. Desde então Marc tem apresentado em seus projetos a busca por poder através da aquisição de bens, tendo a sustentabilidade como um reflexo importante do seu diálogo. Em Consumoque assim como em Selva Ltda e Em;Cubos seu discurso é sobre a industrialização do consumo e os resultados disso em nossa sociedade e meio ambiente. Apresenta suas obras de forma contemporânea utilizando o cubo como símbolo do processo de industrial. Com exposições marcadas para agosto, setembro, outubro e novembro, Marc vem se destacando no ambiente artístico e passou a fazer parte da diretoria da AAPLAJ, Associação de Artistas Plásticos de Joinville. Para 2016 promete novos projetos e diz sentir-se realizado pela escolha de difundir seus sentimentos através da arte.

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