#14 o sol de sell - amandos sell /

03 de Dezembro de 2015 à 15 de Janeiro de 2016

“Uma cidade colorida e cheia de oportunidades”. É assim que João Guilherme da Costa, proprietário da El Clandestino Galeria de Arte + Estúdio de Design, enxerga Joinville, sua cidade natal. Fechando um ano de muitas ações culturais, a galeria abre na próxima quinta-feira dia 3, às 19h, a última exposição do ano.

Desde 2013, a galeria vem propondo um novo olhar sobre as artes e a cultura na cidade. “Acredito muito no potencial criativo e cultural de Joinville e acho que estamos vivendo um momento de efervescência em muitas áreas como a música, o teatro, o design e também as artes plásticas. Mas esta inquietação cultural não é novidade. Muitos artistas que passam pela galeria comentam que, nos anos 70, vivia-se um momento de intensa vida cultural e muito diálogo entre os artistas. O Amandos é um deles, vivo e produzindo até hoje” complementa Sarah Pinnow, também proprietária da galeria.

Para homenagear Joinville e fechar o calendário de exposições da galeria, o casal convidou o artista Amandos Sell para uma exposição individual na El Clandestino. Intitulada O Sol de Sell, as obras reúnem pinturas coloridas e iluminadas do artista, que em seus 40 anos de arte dedica-se à arte Naïf ou primitivista. “É um presente para todos durante esse período chuvoso”, brinca João.Na mostra, serão expostas 12 obras em acrílica sobre tela, das quais dez foram produzidas especialmente para a exposição na galeria.

Sobre seu trabalho, Amandos comenta: “na minha pintura utilizo o pontilhismo que são pequenos pontos coloridos e formam as diversas áreas cromáticas do quadro. Procuro valorizar o homem do campo e seu meio de vida e registrar esta bela paisagem que a cada ano que passa é agredida e transformada pelo processo do desenvolvimento urbano”.

Vivas com muitas cores e produzidas por meio da técnica de pontilhismo, as obras do joinvilenseAmandosSell são bem características. Se nunca as viram pessoalmente, os moradores de Joinville provavelmente as conhecem das listas telefônicas da cidade dos anos de 1988, 2003 e 2006, quando desenhos do artista coloriram as capas dos guias.

A paisagem local, as serras Dona Francisca e do Mar, a cultura açoriana do litoral, a natureza de São Bento do Sul e Campo Alegre, além do folclore brasileiro: tudo isso compõe os cenários dos quadros do artista autodidata. Seus temas surgem do mundo em que vive e com quem vive. Como na Estrada da Ilha, onde reside, suas telas trazem casas enxaimel, pastos com criação, montanhas, rios e outros aspectos típicos do interior joinvillense. Suas figuras humanas simplesmente delineadas parecem portadoras de uma paz metafísica, plenamente integrada no contexto material.

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